Pesquisar este blog

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A nova modinha da Comissão de Direitos Humanos e Minorias: A Cura Gay!




Não é de hoje que a CDHM está dando ibope por projetos e propostas retrógradas. O primeiro erro foi ao eleger para presidente da comissão um deputado que é Pastor da Igreja Evangélica (nada contra a religião, mas foi graças ao deputado pastor que a comissão só tem dado bola fora), homofóbico e racista (aqui).



Em uma rápida análise sobre o tal deputado pastor, pode-se tirar algumas conclusões: ele faz chapinha e alisamento no cabelo, passa horas no salão, tem o cabelo mais liso e ensebado do que aquelas modelos das propagandas da L’oréal; ele passa base nas unhas e tem uma voz fanhosa. Em suma: ele não pode julgar seus semalhantes (entendeu?)

Um pouco da história: a homossexualidade foi retirada da lista internacional de doenças pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990 – há exatos 23 anos – e deixou de ser classificada pela Psicologia como transtorno mental em 1997.

Biologicamente falando, são encontradas relações de homossexualidade em mais de 400 espécies, mas a homofobia somente em uma (qual será né?).

Agora vamos aos fatos: a CDMH existe para cuidar dos direitos PÚBLICOS dos cidadãos brasileiros autodeclarados como sendo diferentes da maioria (gays entram nisso). Mas pelo que tem acontecido, as ações da comissão mostram que os parlamentares que dela participam estão preocupados é com a vida PRIVADA de nós cidadãos. Ontem foi votada e aprovada na bancada da CDMH o projeto conhecido como “Cura Gay”, que delibera que psicólogos proponham tratamento para a homoafetividade, derrubando as normas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proibiam que a mesma fosse vista como doença. Tudo isso graças à bancada evangélica (mais uma vez, nada contra a religião) que quer que todo mundo passe a acreditar no que está escrito na bíblia e do modo que ELES interpretam.

NA MINHA OPINIÃO (e mais da metade do país) a aprovação desse projeto de lei é um retrocesso para a sociedade. De nada importa aos parlamentares se eu transo com homens ou com mulheres. Não tem nenhuma câmera no meu quarto monitorando o que eu faço e com quem eu tenho relações sexuais. Então porque os outros tem que se importar tanto? Não é com eles que eu transo! Não vou entrar no mérito da constituição (até porque não sou advogado, não estudei a constituição, sou um mero enfermeiro), mas pelo pouco que sei, tenho direito de ir e vir com quem eu quiser, liberdade de expressão – o que me permite estar colocando minha opinião pessoal aqui -  e liberdade para escolher com quem me relaciono. Com tanta coisa acontecendo no país (roubalheira disfarçada com a Copa, mobilizações no país inteiro), os caras estão preocupados é em meter goela abaixo as vontades deles! Já que estão preocupados com os gays, deveriam é promover o casamento civil igualitário, afinal gays são iguais a héteros, só que gays u.u


Enfim, fica aqui a minha indignação em relação à aprovação da chamada Cura Gay. Queria poder colocar ordem nesse grande galinheiro em que se transformou o parlamento em Brasília, mas já que não posso, faço o que me cabe por aqui mesmo...